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GUIA: O que é a Taxa Selic, como ela está e como impacta o seu negócio

por Luísa Amstalden e Gabriel Lucena

O quê é a Taxa Selic?

A Taxa Selic é a taxa básica de juros da economia, sendo usada de referência para os demais juros. Ela é resultado de operações diárias entre os bancos e o Banco Central. Ao final de cada dia, os bancos devem ter um saldo positivo mínimo em seu caixa, exigido pelo Banco Central por segurança. Caso os saques do dia tenham sido maiores que os depósitos, o saldo fica abaixo do necessário e o banco deve recorrer a empréstimos de um dia (overnight). Esses empréstimos podem ser pedidos ao Banco Central ou a outros bancos. A Taxa Selic é a média das taxas de juros dos empréstimos concedidos pelo Banco Central. A plataforma utilizada é o Sistema Especial de Liquidação e Custódia, que resulta no nome Selic.

A cada 45 dias o Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne e estabelece uma meta para essa taxa. Esse comitê leva em conta muitos aspectos importantes para definir a Taxa Selic, como o cenário externo, a inflação, o nível de atividades na economia e as contas do governo. A Taxa Selic é um instrumento poderoso para alterar a inflação. A queda da Selic, se refletindo em outras taxas, faz com que os custos de um empréstimo se reduzam. O dinheiro mais barato fomenta o gasto (consumo ou investimento), que tende a aumentar a inflação. Da mesma forma, o aumento da taxa Selic encarece os empréstimos, o que tende a reduzir o gasto, reduzindo também a inflação. Com isso, a Taxa Selic é uma ferramenta essencial na implementação de políticas públicas e estímulo da atividade econômica.

Como ela está atualmente?

No dia 6 de maio de 2020, o Copom decidiu cortar a Taxa Selic em 0,75%. Até aquele dia, a taxa estava fixada em 3,75% e, após a reunião, caiu para 3% ao ano. Essa é o menor patamar que a Taxa chegou em sua história.

A última reunião, que havia fixado em 3,75%, ocorreu em 18 de março de 2020. Para daqui seis semanas, o órgão pretende fazer mais um corte, de 0,25%, chegando assim a 2,75%.A crise econômica advinda da epidemia de Covid19 no Brasil e no mundo com certeza foi o motivo de principal atenção para a diminuição da Taxa. Por conta das medidas de distanciamento social, tanto a produção quanto o consumo estão tendendo a diminuir bastante. Assim, a ação foi tomada para que as metas de inflação de 2020 e 2021 sejam mantidas e para estimular a economia neste momento de incerteza.Com a diminuição da Taxa, o Comitê espera que a inflação aumente, isso sendo um indicativo de que a economia esteja aquecendo. É uma ação parecida com as medidas de crédito para empresas e o Auxílio Provisório Emergencial para os consumidores, ou seja, busca minimizar os impactos negativos da pandemia.

Como ela impacta o seu negócio?

Como dito, a diminuição foi justamente para ajudar empresas e consumidores nesse momento de crise. Para os consumidores, é um bom momento para renegociar as dívidas, conseguindo juros menores a serem pagos.
Para as empresas, a principal ajuda é no crédito, porém a renegociação de dívidas também é uma alternativa. Um exemplo de crédito barato que é benéfico para os empreendedores é o capital de giro – ativo usado para pagar as despesas e custos fixos e variáveis. Com a Taxa mais baixa, os juros dessas linhas de crédito ficam mais baratos. Para ilustrar, temos o programa emergencial Crédito Pequenas Empresas do BNDES. A taxa de juros desse programa é definido pela fórmula:
Custo Financeiro X Taxa do BNDES X Taxa do Agente Financeiro – 1 = Taxa de Juros da Linha de Crédito
A Taxa Selic compõe o Fator Custo Financeiro, podendo estar agregada ou não à outras taxas, como a TFB (Taxa Fixa do BNDES) e a TLP (Taxa de Longo Prazo). A Taxa do BNDES, segundo fator da fórmula, está fixada em 1,25% ao ano. E, por último, a Taxa do Agente Financeiro é negociada entre a instituição e o cliente tomador de crédito. Dessa forma, é possível entender que, com a Taxa Selic baixa, a Taxa de Juros total do crédito ficará mais barata. Além disso, alguns outros bancos estão com linhas de crédito especiais. A Caixa Econômica Federal, por exemplo, destinou R$ 60 bilhões para Capital de Giro e R$ 6 bilhões para Crédito Agrícola. Isso com taxa de juros à 1,51% ao mês (dando 18,12% ao ano) e 3,7% ao mês (44,4% ao ano), respectivamente.Quer tomar a melhor decisão sobre como aproveitar a baixa da Selic para alavancar seu negócio? Entre em contato com nossos consultores e conheça nossas soluções!

Referências: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2020-05/copom-reduz-selic-para-325-ao-ano-para-conter-impacto-de-pandemiahttps://valor.globo.com/financas/noticia/2020/05/06/copom-corta-taxa-selic-em-075-ponto-para-3percent.ghtmlhttps://www.bcb.gov.br/controleinflacao/copomhttps://porque.com.br/cards/selichttps://ead.catolica.edu.br/blog/basico-de-economia-selic-cdi-inflacao

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