Precificação de produtos

5 dicas essenciais para precificar o seu negócio

Uma das maiores dúvidas do empreendedor é: como posso precificar meus produtos e serviços? É uma dúvida clássica. Empreendedores novos tem dúvidas por onde começar e empreendedores mais experientes têm dúvidas se o preço está correto.

Por isso, trazemos hoje cinco dicas essenciais para que você saiba precificar seus bens e serviços e se destaque no mercado.

Saiba seus custos fixos e variáveis, diretos e indiretos

Uma das práticas mais importantes para a saúde financeira da sua empresa é entender para onde está indo o dinheiro dela. Para isso, é necessário entender sua estrutura de custos e, a partir dela, saber como repassar esse valor para os seus preços.

Primeiro, vamos entender os custos fixos e variáveis:

Custos Fixos

São os custos que sempre estão lá e que, sem eles, a empresa não pode existir. Imagine que sua empresa deixa de pagar algum imposto, como o Simples Nacional. Ao fazer isso, sua empresa está irregular e, por isso, ela pode fechar.

Os Custos Fixos são esses, que se não pagos podem fazer sua empresa fechar. Entra aí na conta os gastos com contas (água, luz, internet), despesas administrativas, aluguel, taxas, seguros, depreciação e salários.

Custos Variáveis

São os custos que interferem na produção dos bens ou dos serviços. Por exemplo, caso você trabalhe com confeitaria e faça doces de chocolate. Quanto mais açúcar, chocolate, manteiga etc, mais doces você consegue produzir.

Então, quanto mais você gasta com Custos Variáveis, mais você produz. Do mesmo jeito que, quanto menos você gasta, menos você produz – claro, você pode gastar menos caso consiga produzir com técnicas que demandam menos uso de matérias-primas. Nessa conta, entram despesas financeiras, matérias primas, despesas tributárias etc.

Agora que entendemos quais são os custos fixos e variáveis, precisamos entender quais deles vão direta ou indiretamente para o seu cliente para prosseguirmos na precificação.

Custos Diretos

São os custos que estão totalmente ligados à produção de uma unidade de bem ou serviços. Por exemplo: caso você seja um consultor, você irá pagar o Imposto Sobre Serviços (ISS) após cada consultoria que você prestar. Ou até mesmo você é um artista e compra uma folha específica para cada desenho. Esse valor pode (e deve!!!) ser repassado no preço do serviço, ou do produto. 

Custos Indiretos

São os custos que não é possível saber quanto é gasto por produção. Por exemplo, os salários, o aluguel, caso alguma matéria prima necessite de uma quantidade diferente para ser gasta em um produto ou serviço.

Aconselhamos que você tenha uma planilha, frequentemente atualizada, com todos os seus gastos separados dessa maneira. Assim, você conseguirá analisar mais claramente uma parte importantíssima do seu preço, que é o quanto você gasta para produzir o seu trabalho!

Saiba qual margem de lucro você quer

Outro componente importante para conseguir precificar seu trabalho é o lucro, o que sobre após pagar todos os custos.

Um conceito importante para entender o lucro é o trade-off ou custo de oportunidade. A premissa é simples: o quanto a mais ou a menos você está ganhando com seu negócio em relação a um investimento? O ideal é que a sua taxa de lucro seja maior do que um investimento que você poderia ter feito, ao invés do seu negócio.

Uma boa taxa para se basear é a taxa que você ganharia ao investir em títulos públicos, como o Tesouro Direto. Escolha uma taxa de lucro que seja maior.

Também é essencial saber qual a taxa de lucro dos seus concorrentes, sendo assim necessário uma pesquisa. Essa informação pode ser encontrada, dependendo do seu mercado, em sites como o do SEBRAE. Porém, a recomendação geral é que a taxa seja algo entre 15% e 20%. Atente-se que a taxa deve estar em porcentagem.

Calcule a Taxa de Marcação, ou Mark Up

Como colocar, no preço, os custos indiretos? Através da Taxa de Marcação!

Voltemos à planilha com seus custos separados. Pegue todos os seus custos indiretos e calculo quantos por cento do faturamento eles representam. Para esse cálculo, recomendamos usar alguma média de faturamento. Pode ser dos últimos três anos, dos últimos três meses… O interessante é ter mais de dois períodos de análise.

“E se eu ainda não comecei a vender?”. Neste caso, faça a projeção do quanto você terá de faturamento caso você venda todos os seus produtos à preço de custos diretos – ou seja, divida os custos diretos totais pela quantidade que você já produziu. Para serviços, faça o mesmo – porém, pensando nos serviços que você pode prestar com os gastos diretos que você já teve.

Por fim, após fazer a porcentagem, calcule com a seguinte fórmula:

Taxa de Marcação = 100100- (%Custos Indiretos + Taxa de Lucro)

Tendo o resultado, adicione a taxa aos custos direto e pronto, você têm um preço mínimo!

Gestão do Preço e Promoções

Ao final do último tópico, falamos em preço mínimo, pois de fato ele o é. Caso você venda por um preço menor do que o conseguido por Custos Diretos + % Taxa de Marcação, provavelmente você não conseguirá o valor mínimo para pagar a produção do produto ou serviço. 

Para além disso, fazer um preço maior do que a taxa também é importante para gerenciar o preço para promoções. Uma dica especial é fazer promoções para quando os produtos estiverem parados em estoque ou em momento de sazonalidade.

Por exemplo, fazer combos com produtos ou serviços, para que o valor do combo seja menor do que dos produtos sendo vendidos separadamente. O preço dos produtos no combo deve ser um pouco maior do que o preço mínimo, mas o preço do produto fora do combo deve ser maior que o preço mínimo e do preço do produto no combo.

Pesquise seu mercado

  Por último, para entender a precificação dos seus produtos e serviços, é essencial conhecer o mercado. Fazer uma pesquisa de mercado envolve conhecer os consumidores, os concorrentes e os fornecedores.

Sobre os clientes, saiba quais são os momentos do mês em que eles consomem mais e quais produtos. Quais momentos eles consomem menos. Em qual momento do ano eles consomem mais ou menos determinado produto/serviço. Isso ajuda a saber quando você pode aumentar ou diminuir o preço.

Conhecer os concorrentes é importante para saber se seu produto não está muito destoante dos preços do mercado. Caso esteja muito acima (sem nenhum benefício, como maior qualidade), os clientes irão preferir os produtos mais baratos. Caso esteja muito barato, os seus concorrentes estarão lucrando mais, ás vezes com uma qualidade inferior.

Por último, é importante saber quais fornecedores têm as melhores matérias-primas pelos menores preços. Assim, você garante um bom produto/serviço gastando menos para produzi-lo, assim tendo um lucro maior ou um caixa que permita mais investimentos no seu negócio.

Está precisando precificar melhor seus bens e serviços? Quer entender melhor seu mercado e como atacá-lo da melhor maneira?

Entre em contato com nossos consultores! Somos uma empresa júnior com 28 anos de experiência no mercado, especializada em consultorias para micro, pequenos e médio empreendedores.

1 comentário em “5 dicas essenciais para precificar o seu negócio”

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